segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Discernimento Vocacional: Um Caminho para a Transcendência [2]


A CAMINHO...

É
hoje, aqui e agora que se faz a história dos discípulos de Emaús. Começa com uma expressão de continuidade e atinge o seu máximo em continuidade... É uma história contínua, com caminho, com uma história que se faz nos dias de hoje, caminhando de oriente para ocidente, caminhando a renascer do ocidente para o oriente. Começa, "nesse mesmo dia" e atinge o seu auge no "dava-lhes o pão"... Não está escrito entregou o pão, está escrito dava-lhes o pão... indicando um movimento de continuidade.


Mas vamos começar do início....... Eram dois, curioso!, dois! Tal como Jesus tinha enviado os seus 70 ou 72, mas dois a dois, em missão a anunciar a boa nova, começando e gerado uma fraternidade, um movimento de pares, de irmãos.
Eram dois! Dois que se tinham separado do grupo, que tinham saído de Jerusalém, que se tinham separado, dissidentes..... e que caminhavam entristecidos. Desiludidos, confusos talvez, tristes. Como se toda a razão da sua esperança tivesse morrido naquela cruz com a morte do seu Mestre, que tinham seguido. Tinham rompido com Jerusalém, com o núcleo. Tudo estava terminado. A esperança, ou o medo de serem perseguidos fê-los romper, e iam a conversar e a discutir entre si os factos daqueles dias.


Caminhavam cegos, como nós caminhamos tantas vezes quando nos deixamos abater, pelas dinâmicas de ruptura e de morte.
E eis que se APROXIMA deles alguém de forma soberana... Quem é este? Que quando nos desviamos do "caminho", se aproxima de nós para nos fazer mudar de rumo? Os seus olhos estavam controlados por Deus. Os dois... cegueira a Deus. E eis que se aproxima alguém, que toma iniciativa e que pergunta "Que foi?"... (Que foi Maria?, como a Inesita um dia me perguntou num momento muito duro em que publiquei um post sem rigororamente nada escrito pelas alturas da Páscoa de 2008... Que foi?)

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